CRÍTICA POÉTICO-POLÍTICA

Coordenado por Prof. Dr. Dario Vargas

Integrantes: Carolina Eiras Pinto (Iniciação Científica); Miguel Alonso (Doutorando)

Esta linha tem por objetivo tanto a análise quanto a prática de formas de produção das artes que revelem as ideologias presentes na(s) linguagens, na representação e nas operações poéticas, particularmente as que abrangem usos desviados da tecnologia entendida em vários níveis — do processo linguístico da programação e do processo de produção material imagética e de dispositivos aos processos simbólicos da interação com a produção. A crítica proposta aqui se apresenta em dois aspectos: a) a teoria crítica: a partir do pensamento dialético discutem-se os antagonismos existentes nas teorias e nas obras artísticas, e b) a prática crítica: o uso de metodologias de índole crítico sobre as técnicas artísticas existentes para o desenvolvimento de um processo poético. Procura-se com estes aspectos, por um lado, incentivar a superação teórica e prática de noções tais como alienação, reificação e fetiche envolvidas nos processos mítico-ideológicos da sociedade atual, e entender tanto o surgimento de novos campos de ação poética como mídia tática, ciberativismo, artemídia, apropriação, entre outros — vinculados a articulações de resistência desde a realização artística, quanto ampliar a discussão sobre os ambientes de interação além do recurso metafórico de imaginário e da dualidade forma-conteúdo, e incluir a relação entre forma material, estrutura semiótica e vida prática (NUNES, 2006, p .12).

A linha de pesquisa proposta aqui destaca esses eixos de discussão ao interior do grupo: 1. O estudo das Teorias Críticas vinculando a produção artística aos modos de (re)produção social; 2. A realização poética vinculada a uma crítica da produção de valor; e 3. A realidade como manifestação das relações de interação, presença e ausência.

Referências:

  • BOURRIAUD, Nicolas. Estética relacional. Buenos Aires : Adriana Hidalgo Editora. 2008.
  • CARERI, Francesco. Walkscapes: El andar como práctica estética. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, SL, 2002.
  • CRITICAL ART ENSEMBLE – CAE. Distúrbio eletrônico. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2001
  • DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo – Comentários sobre a sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
  • HARVEY, David. Condição pós-moderna: Uma Pesquisa sobre as Origens da Mudança Cultural. Tradução de Adail Ubirajara Sobral e Maria Stela Gonçalves. São Paulo : Edições Loyola. 2008.
  • INTERNATIONALE SITUATIONNISTE – IS, 1958-1969. Paris: Librairie A. Fayard, 1997.
  • LEFEBVRE, Henri. La presencia y la ausencia. Contribución a la teoría de las representaciones. México, D.F: Fondo de Cultura Económica. 1983.
  • LEMOS, Andre. Mídia Locativa e Territórios Informacionais. Salvador : FACOM/UFBA. 2007. Disponível em <https://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/midia_locativa.pdf> Acessado em 15/08/2017
  • MARX. Karl. Contribución a la crítica de la economía política. Moscú. Editorial Progreso.1989.
  • NUNES, Mark. Cyberspaces of everyday life. Minneapolis: University of Minnesota Press. 2006.
  • O’ROURKE, Karen. Walking and Mapping: Artists as Cartographers. Cambridge, Massachusetts. MIT Press, 2013.
  • PARRA, José Dario Vargas. Situações: da tecnologia à interação entre arte e política. 2017. Tese (Doutorado em Poéticas Visuais) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. doi:10.11606/T.27.2017.tde-06072017-112340. Acesso em: 2020-04-13.
  • VIRILIO, Paul. O espaço crítico e as perspectivas do tempo real. Tradução de Paulo Roberto Pires. São Paulo: Editora 34. 2014.

Metas da Linha:

  1. Criação de obras artísticas, de autoria individual ou em grupo, inseridas no debate do grupo de estudos e no desenvolvimento da linha de pesquisa;
  2. Discussão e debate de bibliografia referente ao propósito da linha, realizando leituras, fichamentos e resenhas que alimentem o corpus conceitual das pesquisas e obras em andamento;
  3. Desenvolvimento e apresentação de obras, artigos e apresentações seja de forma individual ou coletiva, considerando os temas abordados, em eventos acadêmicos e artísticos;