Orquestra Errante

A Orquestra Errante é um grupo experimental ligado ao Departamento de Música da ECA-USP e ao NuSom (Núcleo de Pesquisa em Sonologia da USP) e que se dedica à pesquisa e à prática da livre improvisação. A orquestra – que foi fundada em 2009 pelo professor, compositor e pesquisador Rogério Costa – é composta por músicos oriundos dos mais diversos meios e com variadas formações musicais. A prática criativa coletiva e experimental da OE é baseada na superação dos idiomas musicais tradicionais e na ideia de que qualquer som pode ser usado em uma performance musical criativa. Assim, a Orquestra Errante desenvolve suas atividades a partir de uma prática democrática, não hierarquizada e voltada radicalmente para a ideia de experimentação e criação musical em tempo real. Por isso, em princípio o grupo não se dedica à reprodução de repertório pré-existente. Cada performance é única e singular e não se almeja a criação de obras acabadas. O processo é o que importa. Na OE, todos são intérpretes-criadores e os principais pré-requisitos para a participação são o desejo, a escuta atenta e o respeito pela contribuição de cada um. A formação instrumental da orquestra inclui instrumentos convencionais e não convencionais, objetos, “efeitos”, extensões analógicas e digitais (microfones, amplificadores, pedais, computadores etc.). A Orquestra serve também como laboratório para as pesquisas e experimentações dos estudantes da USP (graduação e pós: iniciação científica, mestrado e doutorado) que integram a orquestra

O grupo tem se apresentado em São Paulo em vários eventos e locais dedicados à música experimental contemporânea como no Festival Bigorna, promovido pelo Estúdio Fita Crepe (2016), na Teca Oficina de Música (2016), no Música? 11 realizado no Estúdio Fita Crepe (2015), no Música? 10 realizado no IME/USP, no Espaço Cultural Serralheria (2014), no Festival Música Nova (2014), no Encun (2014), no espaço Ibrasotope (2013), no auditório do Departamento de Música da USP, no teatro da Unesp, no Centro Cultural Jabaquara, no Centro Cultural Itaú etc. As apresentações da orquestra incluem, muitas vezes, uma parte didática em que são explicados os procedimentos de interação e em que se estabelece um diálogo com o público.

As principais referências sonoras e conceituais da Orquestra Errante estão em Pauline Oliveros, Cornelius Cardew, John Cage, Pierre Schaeffer, Giacinto Scelsi, Edgard Varèse, Gerard Grisey, Karlheinz Stockhausen, Gyorgy Ligeti, Helmut Lachenmann, Hermeto Pascoal, Ornette Coleman, Cecil Taylor, Derek Bailey, Evan Parker entre outros.

A atual formação da orquestra conta com Migue Antar no contrabaixo, Max Schenkman na voz e efeitos, Felipe Fraga no clarinete, Fábio Martinele no trombone, Mariana Carvalho no piano, Hildeberto Chagas e Mariana Marinele no saxofones, Antonio Goulart, Pedro Sollero, Dennis Abranches e Natália Francischini nas guitarras, Inés Terra na voz, Fábio Manzione na percussão, Caio Righi na flauta, Ariane Stolfi na percussão e na voz e Rogério Costa no saxofone e na coordenação geral.

Para conhecer um pouco da OE, vide:
https://soundcloud.com/orquestraerrante
http://www.rogeriocosta.mus.br/#!improvisation/cv0y
http://www.youtube.com/watch?v=P94rHJ48nl4
http://www.youtube.com/watch?v=tUyKqU_swPk&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=k54wxoLoqUg&feature=related
https://www.academia.edu/4199057/Na_Orquestra_Errante_ningu%C3%A9m_deve_......
Performance/Instalação "...Ouço ao Longe, Sons sem Sino..."