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Polêmica sobre bloqueio de redes sociais no Reino Unido amplia debate sobre as funções desses sites

publicado por redacao on 07/12/2011 – 04:48nenhum comentário

A discussão aumentou depois que o primeiro ministro britânico ameaçou bloquear os serviços de comunicação da internet

por Lucas Rodrigues

No dia 5 de agosto de 2011, teve início em Londres, na Inglaterra, uma série de protestos em reação a morte de Mark Duggan, causada por policiais de uma unidade que investiga crimes com armas de fogo no bairro de Tottenham.  Nos dias que se seguiram, uma onda de violência se espalhou pela capital inglesa, o que fez com que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciasse uma polêmica possível medida: o bloqueio de todos os serviços de comunicação da internet, assim como os de telefonia móvel online, durante eventos considerados comprometedores à segurança.

Depois disso, Cameron foi acusado de atentar contra a liberdade de expressão por grupos que combatem a censura. O fato, porém, é que se essa intervenção realmente acontecesse, o primeiro-ministro poderia enfrentar maiores problemas com a população inglesa.

Uma pesquisa divulgada pelo grupo Experian Hitwise revelou que, somadas, as redes sociais como o Twitter e Facebook representaram 11,88% dos acessos à internet no Reino Unido em maio desse ano, ante 11,33% dos sites de busca, como o Google. De acordo com Robin Goad, que dirigiu o estudo, “as redes são uma parte essencial da web no Reino Unido, e sua popularidade continua a crescer”.

Redes sociais e jornalismo

Preocupados com o aumento do uso dessas ferramentas e com o seu impacto na cobertura jornalística, os profissionais da área passaram a cada vez mais debater o tema. Para o diretor da divisão de notícias internacionais da BBC, Richard Sambrook, a mídia passou a fazer uso desses recursos, mas precisa fazer uma análise de sua utilidade à longo prazo.

Apesar disso, acredita que a internet não se tornou uma geradora de notícias, apenas de informações. “Você vê muitos dados quando abre seu Twitter pela manhã, mas isso não é jornalismo. Jornalismo precisa de disciplina, análise, explicação e contexto. Os valores que vêm com o jornalismo são análise e explicação, e isto faz toda a diferença”, diz.

Também no Reino Unido, surgiu outra questão envolvendo o uso de redes sociais. A PCC (Press Complaints Comission), órgão autorregulador da mídia impressa da região, pretende criar regras para o uso do Twitter por jornalistas.

Segundo Catherine Speller, representante da PCC,  o grupo de trabalho online (um subcomitê da Comissão) recomendou para a indústria de jornais e revistas que incentivassem o desenvolvimento de políticas claras quanto às suas relações com sites específicos de relacionamento social. “[O grupo] recomendou ainda que as contas cujo conteúdo é controlado editorialmente, e que têm títulos marcados pelo nome de uma publicação, deveriam cair sob a alçada da PCC”, conclui.

Contribuição acadêmica 

Nas universidades britânicas, o tema tem sido discutido através de conferências e pesquisas. A University of Sheffield é um exemplo. A universidade, considerada a melhor instituição britânica na área de jornalismo em 2009 e 2010 pela National Student Survey, uma espécie de pesquisa que avalia as opiniões dos alunos sobre a qualidade dos programas de graduação, desenvolve no segundo ano de undergraduate a disciplina de webjornalismo. O módulo introduz aos alunos o jornalismo online e as implicações práticas e teóricas que as novas mídias trazem para os jornalistas.

No sentido da pesquisa científica sobre o assunto, o Reuters Institute for the Study of Journalism, ligado à Universidade de Oxford, organiza eventos, como o Oxford Social Media Convention, e realiza estudos sobre o tema. Um deles foi o trabalho intitulado “A ascensão da mídia social e o seu impacto no jornalismo tradicional”, desenvolvido pelo estrategista digital Nic Newman.

Sua análise investigou a forma como os jornais e emissoras do Reino Unido e EUA estão respondendo à onda participativa nas mídias sociais, e à mudança histórica no controle para o consumidor individual.

Para Steven Panter, que coordena o curso de master da University of Salford, a principal discussão sobre o assunto é a respeito da ética envolvendo os sites de redes sociais. Segundo ele, é importante ter em mente “como diferenciar fato e ficção no processo de apuração e quando é certo pegar imagens e frases de sites como o Facebook e o Twitter”.

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